Gestão Contemporânea - PRODUCAO, OPERAÇÕES E LOGISTICA

Nesta página, discutiremos os conteúdos relativos à gestão contemporânea na área de produção e logística.

A equipe responsável por esta área proporá uma questão inicial para discussão, além de indicar textos, filmes ou links a serem pesquisados. Os colegas farão suas contribuições neste mesmo espaço, como construção coletiva do conteúdo. Caso alguém deseje fazer algum comentário adicional (que não seja relativa ao próprio conteúdo da temática), pode fazê-lo utilizando a ferramenta (discussion).

A equipe atua mediando o debate ao longo do período e, ao final do debate do tema, sistematizando o que foi discutido e elaborando um documento síntese.


Produção e Logística

Equipe: Ana Orrico, Dimitri Martins, Ivan Tiago Machado e Sidnei Suerdieck.

Convidados:

Prof. Dr. Sandro Cabral (EAUFBA)
Srª Elisa Barreto (Gerente de Logística da M. Dias Branco)


Textos de referência:

Seguem os textos principais da aula sobre Produção, Operações e Logística:

  • ALBAN, M (org.). Transportes e logística: os modais e os desafios da multimodalidade. Salvador, FLEM, 2002.
  • BARRATT, Mark. State of inductive case studies in operations management. AOM, 2007. 6p.
  • CLARO, D.P., CLARO, P.B. de O. Gerenciando relacionamentos colaborativos com fornecedores. Revista de Administração de Empresas da FGV. Vol.44, n.4, p.68-79; 2004. (O texto traz uma boa análise sobre a coloboração entre clientes e fornecedores).
  • CASTRO, Newton de. “Os desafios da regulação do setor de transporte no Brasil”, Revista. de Administração Pública-RAP, Set./Out. 2000, p. 119-141. (O texto trata da questão de infra-estrutura logística no país).
  • GOEBEL, D. A competitividade externa e a logística doméstica. In: Seminário “A Política Comercial Brasileira”, 16/04/2002. Rio de Janeiro, BNDES, 2002.
  • MULLER, G. Intermodal Freight Transportation. Virgínia (EUA). Intermodal Association of North America / EnoTransportation Foundation, 1995 (Análise técnica sobre evolução da multimodalidade).
  • PORTO, E. (Coord.), SUERDIECK, S, PAREDES, V. Quatro Cantos da Bahia. Salvador, SEPLANTEC, 2001 (Diretrizes de PE e de Eixos de Desenvolvimento Urbano e Regional no Estado da Bahia). Disponível em: http://www.seplan.ba.gov.br/pub_livro4.htm
  • RITZMAN, L., KRAJEWSKI, L. Administração da produção e operações. SP, Prentice Hall, 2004.
  • ROTH, A., VAN DER VELDE, M. Operations as marketing: a competitive services strategy. Journal of Operations Management, v. 10, n° 3, 1993, p. 303-328.
  • STALK, G., EVANS JR., P., SCHULMAN, P. E. Competing on capabilities: the new rules of corporate strategy. Harvard Business Review, mar.-abr. de 1992, p. 57-69.
  • ZHAO, X. et al. Impact of power and relationship commitment manufacturer-customer integration in a supply chain. AOM, 2007. 6p.


Um dos textos principais selecionados para a aula do dia 01/10/2007 poderá ser encontrado no site da Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM): Transportes e Logística: Os modais e os desafios da multimodalidade na Bahia. Cadernos da Fundação Luís Eduardo Magalhães No. 4. http://www.flem.org.br/cadernosflem/CadernoArtigos.asp?IdtCaderno=4


Alguns dos textos complementares de referência sobre produção e logística (também disponíveis para download na página):
  • BRONZO, M. Relacionamentos colaborativos em redes de suprimentos. RAE. Vol.44, (Edição especial Minas Gerais), p.61-73; 2004.
  • WANKE, Peter F. O impacto das características do negócio nas decisões logísticas e na organização do fluxo de produtos: um estudo exploratório em seis setores econômicos. RAC. Vol. 07, n. 03.
  • SILVA, C. R. L.; FLEURY, P. F. Avaliação da organização logística em empresas da cadeia de suprimento de alimentos: indústria e comércio RAC. Vol. 04, n. 01.


Segue o link de mais um texto complementar sobre SCM (Supply Chain Management - Gestão da Cadeia de Suprimentos).: http://www.geocities.com/sjuvella/SupplyChainManagement.html


Roteiro da aula

1. Uma exposição para apresentação de conceitos e elementos fundamentais para o estudo em Produção e Logística, tomando como base de textos de referência sobre o assunto com apoio de um roteiro em powerpoint (Cerca de 30 minutos).

2. Apresentação dos convidados (Cerca de 40 minutos cada).
- Prof. Sandro Cabral (EAUFBA).
- Srª Elisa Barreto (Gerente de Logística da M. Dias Branco).

3. Debate com participação da turma e da Profª. Paula (Cerca de 1 hora).

4. Conclusão dos trabalhos com considerações finais da equipe (10 minutos).

Video
Segue link de um interessante video sobre logística na área farmaceutica (Geoglobal - logística em tempo real):
http://www.youtube.com/watch?v=eznvU8rP4g0

Atenção:
A apresentação em ppt sobre Produção e Logística encontra-se disponível para download na página.



DEBATE

1) Qual a importância da logística para os processos produtivos e para a gestão contemporânea das organizações?


Grupo

No nosso percurso de construção coletiva acerca do que seria a gestão contemporânea, alguns elementos significativos vem sendo incorporados, e a logística é mais uma deles. No contexto de internacionalização da produção de bens e serviços, acelerado nas últimas décadas, o papel da logística passa ser fundamental para a concepção de estratégias e gestão efetiva das empresas. Num mundo onde o contato com o potencial e efetivo consumidor externo, com fornecedores e colaboradores dispersos nas mais distintas porções do globo (fragmentação das cadeias produtivas globais), observa-se que as empresas dão conta da importância da logística como elemento essencial para sua competitividade internacional.
É interessante lembrar que a logística assume aqui uma definição distinta da sua clássica (administração e transporte de insumos e produtos). Assim a logística representativa para a gestão contemporânea das organizações é caracterizada pela gerência de infra-estrutura, do transporte e da estocagem dentro de um esquema integrado, considerando-se ainda a multimodalidade e elementos outros que permitem a interconexão e boa gestão logística.




Jaime Gama, João Gualberto, Silvio Araujo e Alba Couto

Há alguns anos, prevalecia na logística o conceito individualizado do estudo do transporte, estoque e armazenagem, mas atualmente é o conceito de logística integrada que predomina, contribuindo para a gestão contemporânea das organizações. Esse sistema integrado é o relacionamento entre fornecedor, suprimentos, produção, distribuição e clientes, havendo um fluxo de materiais e outro de informações. Ao inserir logística nos negócios, três etapas se integram: Suprimentos, na obtenção da matéria-prima na quantidade exata, com menos custos e mantendo a qualidade; Administração de Produção, definindo junto com o Marketing / Comercial o quanto produzir, o que e para quem; e a Distribuição, tendo em vista todo o processo de embalagem, transporte e movimentação.
A integração de funções se relaciona diretamente com a necessidade de estreitar o relacionamento entre clientes e fornecedores, levando a empresa a administrar um processo de cadeias, informando-se diretamente com o cliente o que ele deseja comprar.


Paula

A partir das leituras e da aula, refleti bastante a respeito dos desafios e oportunidades nesse campo, especialmente da logística, principalmente quando relacionados ao desafio do desenvolvimento sustentável. Em um mundo cada vez mais integrado produtiva e comercialmente, os investimentos exigidos em logística são elevadíssimos. Em paralelo, temos o desafio de crescer, integrar populações e mercados, reduzindo as agressões ao meio ambiente. É possível? A utopia do desenvolvimento sustentável diz sim. A observação da realidade cotidiana me mostra, por um lado, que seguimos promovendo a exacerbada exploração de vários tipos de recursos – água, minérios, vegetação, terra, trabalho humano,... em ritmo acelerado, embora já tenhamos bastante conhecimento sobre seus efeitos danosos. Por outro lado, a observação também mostra o potencial da criatividade da vida, da qual somos parte, para transformar-se e renovar-se.

Parece-me que teremos que ser muito mais criativos e inovadores em operações e logística, melhorando os processos existentes, avançando em termos de ecoeficiência, reduzindo a produção, o transporte e o consumo de certos produtos e aproveitando melhor os recursos, vocações e capacidades em cada localidade, na linha do ecodesenvolvimento.




2) Como se dá a interação entre a produção acadêmica em 'produção e logística' e a demanda das organizações dos diferentes setores e regiões?

Grupo

Observou-se, a partir de pesquisa realizada em periódicos especializados, que existe um clara relação entre o que é produzido na academia acerca do tema 'produção e logística' e o contexto econômico-organizacional no qual a mesma se encontra inserida. A região Sudeste detém mais de 70% da produção acadêmica na área, enquanto o Nordeste apenas 3%, o que está perfeitamente compatível com a complexidade, muturidade e grau de abertura internacional das empresas, em geral, persentes nas respectivas regiões.
Obviamente que a integração academia-organizações em relação ao tema em questão, quando olhada mais detalhadamente, não se dá de forma tão próxima, como já observado em outros tantos temas debatidos em sala. O distanciamento entre as demandas das organizações e a produção acadêmica pôde ser facilmente evidenciado a partir das conversas realizadas em sala com representantes de ambas os setores.



Ana Rita, Denise e Lindomar

Nas apresentações da equipe, do professor Sandro e da representante da M.Dias Branco, (Elisa Barreto), ficou claro, o descolamento existente entre o que se produz na academia e as reais demandas organizacionais, em seus diferentes segmentos. Esta não é uma característica exclusiva de Produção e Logística, sendo bastante presente nas demais áreas da Administração. Esta discussão perpassa a questão da necessidade de aproximação Empresa-Escola, muito apregoada, mas pouco implementada na realidade brasileira. Além disso, como sinalizado pelo professor Sandro e exemplificado no caso da M.Dias Branco, as empresas brasileiras quando desenvolvem pesquisa, o fazem normalmente, de uma forma extremamente pragmática buscando, basicamente, o desenvolvimento de novos produtos, não havendo a preocupação com a pesquisa de novas tecnologias. Esta prática organizacional é reforçada pela cultura nacional de que o importado é melhor, sendo inclusive considerado como um diferencial entre organizações, a utilização de equipamentos deste ou daquele país. Acirra-se assim, o distanciamento Empresa-Escola, tão comum na área.

Comentário:
Aline, Bianca, Ana Carolina e Daniela –

As organizações têm-se caracterizado por forte integração na cadeia de suprimentos, utilizando-se da logística como fonte importante na implementação de suas estratégias de competitividade.
Para que essa integração tenha êxito, faz-se necessário que as empresas envolvidas possam desempenhar atividades conjuntas e compartilhar informações. Além disso, as estruturas dessas diferentes empresas de uma mesma cadeia de suprimento precisam ser compatíveis entre si.
Lavalle da Silva e Fleury (2000) destacam que precisamos considerar as diferenças entre os sistemas logísticos da indústria e do comércio. De maneira geral, na indústria os processos produtivos e e de logística são mais complexos do que no comércio. Por outro lado, o processo logístico do comércio possui múltiplas transações relacionadas ao grande número de itens comercializados. Os autores também salientam que estas diferenças, quando não são devidamente consideradas, podem ser fontes de obstáculos para os movimentos de integração da cadeia de suprimento, tão importante para a gestão nas empresas contemporâneas. Ser eficiente na logística pode significar a diferença entre atender ou não o cliente no tempo que é demandado hoje às empresas inseridas nos mercados mais competitivos.

Referência complementar:
SILVA, César R.L – FLEURY, P.F. Avaliação da Organização Logística em Empresas da Cadeia de Suprimento de Alimentos: Industria e Comércio. R A C. Revista de Administração Contemporânea. ANPAD, Janeiro/Abril 2000.

Paula
Nossa convidada Elisa Barreto reforçou o coro dos que percebem distanciamento entre a academia e o dia-a-dia das empresas. Segundo ela, os trabalhadores que chegam ao mercado não são bem preparados para o tipo de atividade que as empresas precisam. Elisa deu como exemplo a empresa de logística na qual trabalhou por vários anos – Rapidão Cometa, na qual uma das maiores dificuldades foi na formação de equipe. Sandro reforçou a constatação de que falta base quantitativa aos administradores, o que dificulta seu preparo e sua contribuição no mercado de trabalho.


Outros comentários
Paula
Eu gostaria de cumprimentar o grupo, especialmente pela síntese apresentada na aula do conteúdo de produção, operações e logística, mostrando de maneira clara, simples e bem articulada como a concepção sobre esses temas caminhou nas últimas décadas. O grupo evidenciou bem as diferenças entre as visões tradicionais de produção e logística (ou transporte) e as visões contemporâneas de produção, operações e logística, enfatizando as noções de cadeia de suprimentos, cadeia produtiva e cadeia de valor. A visão contemporânea exige a compreensão articulada e integrada entre atores e processos envolvidos em cada cadeia de valor. Foi muito bom, também, contar com a presença dos convidados Sandro Cabral e Elisa Barreto. Sinto que aprendi bastante na discussão desse tema, até porque meu conhecimento sobre o mesmo era muito básico.


Em relação a um dos textos indicados para leitura, de ZHAO et al., sobre Supply chain integration, do último encontro da Academy of Management, chamou-me a atenção a ênfase ao impacto das relações de poder entre produtores e clientes sobre os compromissos em relação à cadeia produtiva. Os autores defendem que a coordenação e o compartilhar de informações facilitam o atendimento de necessidades na cadeia. Quando o compromisso com a cadeia é predominantemente normativo, no termo usado por eles, os conflitos tendem a ser menores e os resultados melhores. O texto ressalta que o poder dos clientes, quando baseado no conhecimento técnico e em referências, tende a gerar melhores resultados do que nas situações em que o poder é de tipo coercitivo ou instrumental.

Esse estudo reforça a necessidade de qualificação, de conhecimento para o exercício efetivo e mais produtivo do poder, seja quando falamos da cadeia produtiva e da relação entre produtores e clientes, seja quando falamos nas relações políticas, de modo geral.

Ainda em relação a Academy of Management, em outro texto indicado por Sandro, incentiva-se a produção de bons estudos de caso na área de operações e logística. Sandro Cabral comentou que nessa área predominam as abordagens quantitativas, mas há interesse em que se produzam mais estudos com base qualitativa.

Sobre a exposição do tema

Comentários da equipe : Maria Valesca, Ricardo e Péricles

Vimos a apresentação feita pela Engenheira do Grupo M. Dias Branco que mostrou a Organização e seu exemplar complexo logístico. Com apenas 2 anos de abertura de ações na bolsa de valores, o grupo mostra mais uma vez a sua solidez no mercado. A sua estratégica de logística não é terceirizar, eles utilizam a estratégia “porta a porta” e isso parece fazer a diferença, segunda a palestrante. Corroborando com esta prática, ouvimos o discurso do Prof. Sandro Cabral, onde ficou muito claro que, em bens de consumo e varejo, a terceirização não é a tendência da logística e acrescenta que a principal fonte de vantagem competitiva das organizações está na PRODUÇÃO. Então, nota-se que o setor de produção & logística das organizações contemporâneas também está passando por conflitos de como atuar, o que é muito natural nesse novo tempo frenético onde tudo é muito veloz. Ademais , fica perceptível que esse conflito de como atuar se dá basicamente porque há um total descompasso entre as construções e formulações acadêmicas e as verdadeiras necessidades das organizações contemporâneas em vários dos seus segmentos.



Grupo

Um ponto importante a ressaltar, se pensando em logística, e no PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento) é o chamado gargalo logístico, que pode ser uma aplicação da Teoria das Restrições, muito bem descrita no livro A Meta. Duas questões fundamentais se apresentam. A primeira é até quando o Brasil conseguirá crescer com seus portos sucateados, suas estradas esburacadas e suas ferrovias inexistentes. Cabe também se perguntar, se a construção da infra-estrutura de nosso país deverá caber ao estado que não o faz, ou setor privado, ou às chamadas PPPs (parcerias público-privadas), e sob que critérios se fará este debate. Isto é de importância capital, dado o crescimento da economia global nos últimos anos, e a emergência de duas novas potências no cenário internacional: a Índia e a China. Se a Academia, com as suas pesquisas pudesse ajudar a resolver este problema, da melhor forma possível, com certeza diminuiria sua distância em relação ao "mundo real", e constribuiria de forma expressiva para o desenvolvimento da Nação.



Síntese de Produção, Operações e Logística

Pessoal, atendendo à solicitação da profa. Paula Schommer, estou encaminhando a síntese das contribuições do grupo à página com base inclusive nas discussões realizadas durante a aula.


Perspectiva Gerencial e Microeconômica Americana (Harvard):

Produção X Operações: “Organização” é um “conjunto de processos em função de princípios e técnicas de operações” (inclusive a produção).

Concepção mais abrangente – inclui não somente processos tangíveis de transformação ("produção industrial"), como a agregação de valor por meio de serviços e insumos intangíveis (design, marketing, eficiência logística, etc.);

Cadeia de Suprimentos (CS):

Sincronização de processos produtivos da organização e de seus fornecedores com as demandas de mercado (fluxos de materiais, serviços e informações);

Conjunto interligado por uma organização entre seus fornecedores de insumos e prestadores de serviços para a geração de bens / serviços e sua distribuição;

Maior número de fornecedores / prestadores implica maior complexidade dos processos produtivos (operações) organizacionais;

Resultado - maior a importância da gestão da CS e dos processos logísticos;

Estratégias - verticalização X terceirização X cooperação / integração produtiva;

Sistemas de Produção Enxuta - diversas operações para processos mais eficientes e ágeis;

Lotes pequenos, componentes padronizados, proximidade com fornecedores, flexibilidade da força de trabalho, manutenção preventiva, etc.;

“Fornecedor ‘entra’ nas instalações da organização para planejar e programar o suprimento de materiais” ( Tendência Contemporânea ? );

Logística:

Operações de manuseio / armazenagem de insumos / materiais e distribuição de produtos nos mercados; Infra-estrutura e gerenciamento do transporte e estocagem nas cadeias produtivas;

Evolução da administração e transporte de insumos / produtos resultante da "contemporânea" 3° Revolução Industrial e Tecnológica;

Anos 1980 - padronização de cargas (contêineres), multimodalidade, terminais de interconexão.

Contexto Brasileiro: Situação no período 1980-1990 e Perspectivas a partir dos anos 2000:

Situação no período 1980-1990:

Estagflação / baixo crescimento econômico; degradação e defasagem da infra-estrutura; defasagem tecnológica e institucional; monomodalidade rodoviária;

Perspectivas a partir dos anos 2000:

Relativa estabilização inflacionária, “Custo Brasil”, novos marcos regulatórios, investimentos externos, competitividade do agrobusiness e da indústria extrativa mineral, redistribuição de renda, modernização da matriz de transportes, Parcerias Público-Privadas (PPPs), Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Relação “Academia X Mercado” nas Pesquisas da Área:

Região Sudeste do Brasil detém mais de 70 % das pesquisas enquanto o Nordeste representa apenas cerca de 3 % da amostra pesquisada, reproduzindo e acirrando o “gap” existente em termos de grau de maturidade e desenvolvimento socioeconomico regional no país.

Conclusões:

Operações e Logística são fundamentais para compreender a Gestão Contemporânea das Organizações em um contexto de aprofundamento do sistema capitalista internacionalmente com sua acirrada busca pela “competitividade”;

Necessidade de maior aproximação entre a Academia e as Empresas, bem como de maior produção científica autônoma nesta área nacionalmente;

Necessidade de maior ajustamento do marco regulatório e institucional, bem como de maiores investimentos públicos e privados em termos de multimodalidade para redução do “Custo Brasil” e melhoria da eficiência logística com vistas a melhorar as condições de crescimento econômico e de desenvolvimento regional sustentável.

Sem mais para o momento, um forte abraço e saudações solidárias,

Sidnei Suerdieck